Ostorhinchus parvulus
O Ostorhinchus parvulus é um pequeno peixe da família Apogonidae (cardinais), muito apreciado em aquários de recife pela sua aparência delicada e comportamento tranquilo. Apresenta um corpo translúcido prateado decorado com pequenos pontos vermelhos, que lhe dão um aspeto elegante e discreto.
É uma espécie gregária, que na natureza vive em pequenos grupos entre corais e rochas, sendo por isso frequentemente mantida em cardumes no aquário.
📏 Tamanho
- Pode atingir cerca de 4 a 5 cm de comprimento.
🌍 Distribuição e Habitat
- Oceano Indo-Pacífico
- Encontrado em recifes de coral, lagoas protegidas e zonas com rocha viva.
- Normalmente habita áreas sombreadas ou protegidas, entre corais ramificados e cavernas.
🧠 Comportamento
- Muito pacífico
- Ideal para aquários comunitários de recife
- Prefere viver em grupos de 5 ou mais indivíduos
- Atividade maior durante o crepúsculo e noite
- Passa grande parte do tempo a pairar calmamente na coluna de água
Por ser um peixe tímido, aprecia muitos refúgios no aquário.
🍤 Alimentação
Na natureza alimenta-se de zooplâncton.
Em aquário aceita facilmente:
- Artémia congelada
- Mysis
- Copépodes
- Rações granuladas finas
- Alimento vivo ocasionalmente
Recomenda-se alimentação 2 a 3 vezes por dia em pequenas quantidades.
⚙️ Condições Ideais no Aquário
Volume mínimo recomendado:
- 100–120 L (maior se mantido em grupo)
Parâmetros da água:
- Temperatura: 24–26 °C
- Salinidade: 1.024 – 1.026
- pH: 8.0 – 8.4
- KH: 7 – 9
Ambiente ideal:
- Rochas vivas com cavernas e zonas de sombra
- Corrente moderada
- Aquário estável e bem maturado
🐠 Compatibilidade
- Reef safe – não incomoda corais nem invertebrados.
- Compatível com a maioria dos peixes pacíficos.
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Pode ser mantido com:
- gobies
- blennies
- wrasses pacíficos
- pequenos tangs
Evitar peixes grandes ou agressivos, que possam intimidá-lo.
💡 Curiosidades
- Como muitos cardinais, o macho pode realizar incubação bucal dos ovos após a reprodução.
- O nome parvulus significa “pequeno”, refletindo o seu tamanho reduzido.
- Quando mantidos em grupo, criam um efeito muito natural no aquário, semelhante ao comportamento em recifes.