Mimetismo e Camuflagem

Os recifes de coral são caracterizados pela sua incrível diversidade. Devido a esta, diversas interessantes interacções foram desenvolvidas. Algumas destas interacções são o mimetismo e a camuflagem. Nas quais um organismo beneficia por se assemelhar visualmente outro organismo (mimetismo) ou alguma parte do seu ambiente (camuflagem). O mimetismo e camuflagem permitem, na maioria dos casos, evitar predadores, mas também existe casos nos quais facilitam a captura das suas presas.

Mimetismo Batesiano




Mimetismo Mülerriano
O mimetismo mülerriano ocorre quando dois animais com um predador comum, partilham características de aviso similares. Caso o predador tenha tido uma má experiencia com algum destes animais, irá, posteriormente evitar ambos. Este tipo de mimetismo é melhor exemplificado, em aquariofila de água salgada, por blennies, que são venenosos, e partilham semelhanças. Exemplos disso são os Meiacanthus Grammistes, Meiacanthus Lineatus, Petroscirtes Breviceps e Petroscirtes Fallax.


Mimetismo Peckhamiano
O mimetismo peckhamiano ocorre quando a espécie mimética é o predador, imitando o modelo de modo a se aproximar da sua presa. Um exemplo deste mimetismo é o falso bodião-limpador (Aspidontus Taeniatus), que, imita o bodião-limpador (Labroides Dimidiatus). Os Labroides Dimidiatus são raramente vítimas de predação devido ao seu papel essencial de limpeza no recife. Os Aspidontus Taeniatus imitam tanto a coloração, como o comportamento destes, e, assim que um peixe se aproxima para “ser limpo”, os Aspidontus Taeniatus mordem as suas escamas e/ou barbatanas, e rapidamente se escondem. As vítimas não mortais destes ataques podem reconhecer e/ou distinguir a espécie agressora do modelo, e evitar o contacto com estes, atacar e até mesmo persegui-los.

Mimetismo Social
